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01/12/2025

O “mais velho” João pelo “mais velho” Robert

Por Délnia Bastos

Na cultura africana, usa-se muito o termo “o mais velho”. E usa-se com grande respeito, e também como um título. Às vezes preferem mencionar esse “título” do que o próprio nome da pessoa. A experiência e o peso dos anos de quem fala, ensina ou aconselha são de um valor inestimável no aprendizado dos “menos velhos”.

Então, quem tem ouvidos para ouvir, ouça! Ouça o que os mais velhos têm a dizer. “O mais velho” João, quem sabe com seus quase 90 anos, que andou a vida toda com seu Mestre Jesus e é lembrado pela marca do amor. O “mais velho” Robert, com seus quase 80 anos, que também andou a vida toda com seu Senhor Jesus e é lembrado pela marca da simplicidade.

O mais velho Robert, com cabeça de engenheiro, nos ajuda a entender o mais velho João, com cabeça de pastor. A impressão é que João tem o raciocínio circular – nem sempre com princípio-meio-fim. Já o Robert é linear e nos ajuda, com seus 3 ou 4 pontinhos, a interiorizar os ensinos de João – no bom estilo Ronaldo Lidório e outros. (Veja, por exemplo, os 4 pontos do capítulo 3 sobre o que significa dizer que Deus é luz.)

Além disso, Robert escreve com simplicidade e encantamento. Ele é sensível ao texto bíblico e, ao mesmo tempo, ao contexto em que vivemos. Suas palavras são amorosas, como o próprio Apóstolo do Amor, mas também firmes, quando necessário.

No livro O Cultivo da Vida Cristã – Meditações a partir de 1 João, você será levado a uma leitura meditativa, quase que versículo por versículo, da Primeira Carta de João. Haverá repetições de alguns ensinamentos, pois isso caracteriza o próprio estilo da Carta. Por isso, leia sem pressa. As repetições reforçam a reflexão e o aprendizado das verdades bíblicas mais importantes.

Quem sabe a dupla do amor e da simplicidade se tornem bênção marcante na sua vida cristã!

Conheça frases do livro

Não existe vida cristã separando o homem de sua comunidade. (p. 25)

O amor de Jesus não é algo apenas para ser exaltado no púlpito, cantado nos louvores da igreja, discutido nos estudos bíblicos – é a maneira prática de viver. (p. 50)

Numa comunidade de fé, é fundamental que os membros amem uns aos outros, mas também é imprescindível que andem na verdade. (p. 61)

Crer no nome de Jesus Cristo é descansar em tudo o que esse nome representa. (p. 98)

Vivemos numa cultura na qual o importante é ter. Queremos ter carros, casas e muito dinheiro. Nem sempre desfrutamos daquilo que temos, mas o mundo nos ensina que o importante não é usufruir, mas possuir. 
Fazemos o mesmo com a vida eterna: queremos ter a vida eterna, tomar posse dela e possuí-la simplesmente para guardar numa gavetinha da nossa existência. Queremos ter a vida eterna, mas não queremos vivê-la. Porém, a vida eterna não deve ser guardada, mas vivida. A vida eterna é conhecer e continuar conhecendo a Jesus, usufruindo já do que ele pode nos dar. (p. 124-125)

  • Délnia Bastos é casada, mãe de três filhos e avó de seis netos. É membro do Conselho Missionário da Igreja Presbiteriana de Viçosa.